


A banda Arkhan foi fundada em 1997 na cidade de Cataguases, interior de Minas gerais pelo hoje guitarrista e vocalista Mauro A. Souza. Mas, Arkhan não foi a primeira escolha para nome da banda. A banda formada na época por Mauro na guitarra, Lói no vocal, Zé Antônio no contrabaixo e Rogério na Bateria, teve primeiramente o nome de Algo Místico, nome escolhido na época pelo vocalista Lói. A banda chegou inclusive à se apresentar com essa alcunha, fazendo apenas um show com esse nome e consequentemente com essa formação. Mas, apesar do nome diferente, o embrião estava lá. As primeiras composições da banda, ainda executadas até hoje e a proposta de fazer um som autoral, autentico, pesado e sincero, dando enfase, para as melodias, arranjos e letras. O repertório da banda no seu primeiro show realizado na Feira de São Cristovão do Bairro Taquara Preta, em Cataguases se resumia à músicas próprias, alguns covers de bandas nacionais, como Raimundos e Planet Hemp e algumas músicas daquela que viria a se tornar em breve a maior influencia da banda na sua segunda fase, logo após o show: Black Sabbath!
Como já foi dito, essa formação durou apenas um show, pois logo o vocalista Lói, por motivos pessoais decide abandonar o projeto. À princípio os três membros remanescentes continuaram a ensaiar provisoriamente com Mauro acumulando as funções de guitarrista e vocalista, mas com a firme ideia de arrumar logo um substituto para Lói nos vocais. O destino quis que esse substituto demorasse a aparecer, à ponto de que Mauro assumisse em definitivo os vocais, passando dessa forma a banda a atuar como Power Trio, tendo Mauro na guitarra e vocal, Rogério na bateria e Zé Antônio no contrabaixo. Essa modificação foi um divisor de águas para o som da banda e para o futuro em geral. Além das composições próprias, os covers de bandas de Heavy Metal internacional , foram tomando conta do repertório da banda e consequentemente influenciando nas composições e rearranjo de algumas músicas. Dessa foram, além de tocar suas próprias composições, a banda tocava clássicos de bandas com Black Sabbath ( a maior influencia da banda na época e talvez até hoje ), Iron Maiden, Judas Priest, Jetro Tuul entre outras bandas. Outra mudança importante ocorrida na época, foi a do nome da banda. À partir da mudança de repertório e de inclinação musical, a banda passa à se chamar Arkhan, nome mais forte e mais condizente com a proposta assumida pelo trio.
Foi nessa época que as coisa realmente começaram à acontecer com mais intensidade para a banda. Os shows passaram a ser mais frequentes, mas a banda iria, também nessa época sofrer mais uma mudança na formação, com a saída de Rogério e a entrada de Rafael Guedes (o Rato), na bateira. Os shows eram inúmeros e chamavam a atenção na época por ser a única banda do cenário de Cataguases e região com um som pesado e principalmente por ser uma das únicas à investir em um som autoral, inclusive tomando boa parte das apresentações com suas músicas próprias que naquele momento eram bem aceitas pelo público de Cataguases e região. Os shows eram diversos: Projeto Sexta Básica (com inúmeros shows), Encontros de Motociclistas, Festival Usina do Rock, Festival de Bandas Novas, Festivais variados com diversas bandas parceiras entre vários outros eventos como por exemplo, (pasmem) festas públicas e Exposições agropecuárias, tradicionais na região da Zona da Mata Mineira.
Nessa época, em 1998, a banda lança sua primeira fita demo (sim, fita demo, pois estamos falando de 1998, época em que as produções de CDs e LPs eram pouco acessíveis e caríssimas). A fita, auto intitulada Arkhan, obteve excelente aceitação no Underground local vendendo cerca de quase mil cópias. O trabalho era composto por seis músicas, Amargo, A Divisão da Glória, Medo da Verdade, Anjo Mal, Lesão Espiritual, Instinto e A Hora. Todas músicas que já se tornavam conhecidas no cenário underground local e muitas executadas pela banda em shows até os dias de hoje. Na cidade de Cataguases, reduto da banda, os shows da mesma erm sempre lotados e muito concorridos. O nome e a reputação da banda estavam sendo aí construídos.
Em 2000, a Arkhan sofre mais uma alteração na sua estrutura, com a entrada de Paula Antonucci nos teclados, transformando o trio em quarteto e dando características mais progressivas ao som da banda. Com essa formação, a banda é destaque no Festival de Bandas Novas de Juiz de Fora no Ano de 2001 e é vencedora, no mesmo ano, o primeiro Festival Fundição Sônica em Cataguases, festival esse que lhe rendeu a gravação do primeiro single, Centúrias. A música mostrava a banda numa fase em que o som pesado e cru flertava com o Prog Metal, e tem a letra calcada nas profecias de Nostradamus. Até hoje essa é uma das principais musicas nas apresentações da banda, porém com uma roupagem totalmente nova e menos progressiva.
Paula Antonnuci deixaria a banda no final de 2001 e a Arkhan volta à atuar como power trio. Porém em 2002, chega a vez de Rafael Guedes abandonar o barco, sendo substituído por Bruno Rodrigues, que se tornaria o novo baterista e um dos membros mais duradouros da banda ao lado do fundador Mauro. Nessa mesma época, temos a banda atuando novamente como quarteto, com a entrada de Leopoldo Sousa nas guitarras. Com essa formação a banda é novamente destaque no Festival de Bandas Novas de Juiz de Fora 2003 e também em vários outros festivais do cenário underground da região da Zona da Mata Mineira.
Porém no Ano de 2004, a Arkhan passa por um período de Inatividade época em que Mauro A. Souza se dedica a dois outros projetos: a Mahais e a banda Mandalla projeto esse que duraria alguns anos e que seria o embrião de um dos retornos da Arkhan.
Esse período de inatividade da Arkhan duraria até 2005 quando a banda voltaria com Mauro A. Souza na guitarra e vocal; Evaristo Junior na guitarra; Zé Antônio no contrabaixo e Bruno Rodrigues na bateria. Nessa época Mauro conciliava a Arkhan com seu projeto paralelo Mandalla. Mas, essa formação duraria pouco mais de um ano e novamente em 2006 a banda passa por novo período de inatividade. Esse novo período de inatividade duraria pouco tempo, pois o embrião da volta da Arkhan já estava lançado no projeto Mandalla, que no final de 2006 passa a se apresentar com o nome de Arkhan. A formação da época contava com Mauro A. Souza nas guitarras, Ricardo Rocha nos vocais, Felipe Piruca no contrabaixo e André Ravaglia na bateria. Nessa época houve significativa e importante mudança nas composições da banda, que voltava às suas raízes mais Rock'nRoll porém mesclada com o Heavy Metal que estava no sangue e na essência da banda. Nessa época surgiram importantes composições como: Que Venham os Abutres, Cárcere, Recomeço, Todas as Respostas e Lavagem Cerebral. Porém, essa formação também durou pouco tempo, apesar das mudanças significativas que ela provocou na banda. Em 2007, novamente, a Arkhan entra no seu terceiro e ultimo período de inatividade. Esse talvez o maior deles. Nessa época Mauro esteve envolvido com outros projetos musicais, entre eles a banda D'nastia que seria então o novo embrião da volta definitiva da banda.
A volta ocorreu em 2009. A ideia inicial de Mauro, único membro remanescente da primeira formação da banda e fundador, era a de um power trio como nos velhos tempos. Os parceiros escolhidos foram André Ravaglia (que já havia participado de uma das formações anteriores, em 2006) na bateria e Leonardo Venturini no contrabaixo. A banda estava em processo de ensaio para o retorno e com datas de shows já marcadas quando imprevistos impediram que os dois músicos (baterista e contrabaixista) pudessem cumprir os compromissos. Quis o destino então que os músicos que acompanhavam Mauro no projeto D'nastia se integrassem à Arkhan para cumprir as datas que a banda tinha assumido. A formação passou então à contar com Mauro na guitarra e voz , Paulo Victor no contrabaixo e Felipe Machado na bateria. Em pouco tempo ainda no mesmo ano se junta ao grupo o guitarrista Jheison Motta, voltando assim a banda à atuar então definitivamente como quarteto. A ideia do lançamento de um CD com as composições da banda começou a tomar forma nessa mesma época. A pré produção caseira começou então a ser feita em 2010 em home stúdio, com pouquíssimos recursos (basicamente, um cabeçote sendo usado como pré amplificador ligado na placa on board de um computador, sem câmara acústica para gravação de vozes e guitarras) mas, ainda assim com uma grande qualidade de som. O material da pré produção começou a ser divulgado via internet conseguindo alcançar grande resposta e muitos novos fãs para o som da banda. Porém no fim de 2010, banda ainda sofreria última de suas mudanças de formação. O baterista Bruno Rodrigues retorna às baquetas para substituir Felipe Machado e Washington Amaro entra no contrabaixo no lugar de Paulo Victor.
Então, contando com Mauro nas guitarras e vocais, Jheison Motta na guitarra, Washington Amaro no contrabaixo e Bruno Rodrigues na bateria a banda inicia uma pesada investida no underground mineiro tendo tocado em muitos dos principais festivais de Rock e Metal da região. Atualmente, a Arkhan se encontra em trabalho no Performance Stúdio, para junto com o produtor e engenheiro de som Warney Romanhol terminarem a produção do que será o seu primeiro CD oficial. Contando com músicas de todas as fases da banda porém com novas roupagens, o disco promete ser um grande tributo à todo o trabalho que a banda fez durante esses 16 anos de estrada.
E 2013 promete ser um ano promissor para a Arkhan, pois além do lançamento do CD que deve ocorrer no segundo semestre, a agenda dá banda está mais movimentada que nunca. Segundo a própria banda, esse será o ano em que a Arkhan colocará definitivamente o seu nome na história do underground, não só mineiro, mas também brasileiro.
Assim é a Arkhan. Três vezes dada como morta e tal qual a Fênix mitológica, renascendo das próprias cinzas para alçar voos mais altos ainda! Pra você que chegou agora ao universo da banda, acompanhe esse voo. Muitas emoções e surpresas o aguardam no decorrer do caminho! E pode ter certeza. Cada instante valerá à pena!

História

